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ENTREVISTA: Taehyun para "Weverse Magazine" (mai/22)

"Eu quero dar ao MOA todo o entusiasmo que eu tenho dentro de mim."

Música. Apresentações. Álbuns. Ao longo da entrevista, estes foram os tópicos sobre os quais Taehyun falou sem notar a passagem de tempo.



P: Você tem cozinhado tanto ultimamente que usou suas habilidades culinárias no "TO DO X TXT."

TH: Pensei que deveria começar a tentar por conta própria já que sempre pedia comida por entrega, não havia nada que eu já tivesse tentado. Comecei a me desafiar cada vez mais conforme aprendia os itens básicos e os ingredientes necessários para cozinhar como molho de soja, açúcar, e sais variados. Me sentia orgulhoso sempre finalizava um por um, e acho que é uma coisa boa que eu seja bom em tudo. Ultimamente, há muitos vídeos de culinária no meu algoritmo do YouTube.


P: Mas no episódio "PC Bang" do "TO DO X TXT", ao contrário da culinária, você não é muito familiarizado com jogos. Há algum tipo de hobby que você tenha interesse?

TH: Os MOAs dizem que dá pra ver a diferença "nos meus olhos," na verdade. (risos) Acho que as coisas que eu gosto e as coisas nas quais sou bom são em sua maioria coisas que meus pais aprovam. Ah, parando pra pensar, tem o boxe. (risos) Ao invés de fazer isso para matar o tempo, eu acho que é divertido fazer coisas mais próximas do auto aperfeiçoamento.


P: Você disse antes, "Posso fazer qualquer coisa bem, se eu quiser, e não acredita que sejam palavras vazias. (risos) Tem alguma coisa que você tem colocado em mente ultimamente?

TH: Eu disse algo cheio de espírito. (risos) O que permanece voltando pra minha mente é o trabalho nas faixas. Eu sempre quis completar uma música com 100% do meu esforço com as letras e melodias que eu mesmo criei. Acho que já mostrei trabalhos o suficiente para dizer com confiança que eu posso fazer melhor em um ambiente melhor, então recentemente eu pedi para nos mudarem para um estúdio mais confortável para que nós (os membros) pudéssemos usar juntos. Se isso acontecer, acho que serei capaz de entrar no processo de produção com mais facilidade.



P: Você também é bem criterioso com seu vocal. Recentemente, você apareceu no "Lee Mujin Service" e se apresentou ao vivo sozinho, e pareceu bastante nervoso no vídeo dos bastidores.

TH: Praticamente posso contar em uma mão o número de vezes que fiquei nervoso por causa de uma apresentação desde a minha estreia, mas acho que era porque eu via como uma medida de todo o esforço que eu coloquei para chegar onde estou agora. Foi a primeira vez que eu liderei uma música inteira sozinho, num ambiente onde haviam apenas eu e a faixa no fundo. Na primeira vez que ouvi as novidades, achei que estava condenado. (risos) Eu senti que ainda não estava pronto. Então, ganhei mais confiança após minha aparição no "Lee Mujin Service." De agora em diante, os quatro membros estarão sempre do meu lado, e acho que essa apresentação foi o maior desafio que eu já vivenciei, então acho que estou pronto para qualquer coisa.


P: Você cantou "Over and Over Again," uma música que já havia cantado previamente quando era um trainee.

TH: Eu pensei "Agora tenho a habilidade de cantar uma música que antes começava e parava depois de cada compasso de uma vez do começo ao fim, e estou no nível em que posso cantá-la ao vivo." Sabe, você pode usar a melhor entre 100 vezes quando está gravando. Havia um peso que "mesmo se fosse gravado, eu devo fazer melhor que aquele." Mas senti que a apresentação ao vivo foi um pouco melhor que a gravação, então fiquei feliz e aliviado ao mesmo tempo.


P: Você tentou desenvolver algo novo no processo de esforço que colocou em seus vocais?

TH: Sou bom cantando gêneros com notas altas e falsete, ou sons pop com R&B como "L.A. Girls" e "10.000 Hours," recentemente, eu tenho praticado bastante porque eu gosto da sensação groove mais sombrio do R&B e hip-hop. Eu costumava cobrir a parte do rap, mas acabou que minha parte na faixa título tem uma nuance tipo rap. Todo aquele meu ensaio sozinho me ajudou bastante, então senti que estava me preparando sem querer para a faixa título.


P: Eu senti uma nova maneira de Taehyun emitir sua voz na faixa título. Era um pouco diferente do papel que você costumava fazer.

TH: Eu senti como se estivesse em uma situação naquela música onde eu tinha que agir como um tipo de ponte. No passado, quando cantamos "I know I love you" (Eu sei que te amo), nós tentamos cantar como, "Essa é a minha parte e eu sou o único no mundo que consegue fazer isso!" Mas dessa vez, nós focamos em construir bem para que o refrão de Yeonjun pudesse explodir. Particularmente, levou mais tempo para gravar essa parte, o diretor disse "Sua voz é tão legal. Quero sentir a maldade." E eu disse, "Não sou malvado, o que devo fazer?" (risos) Para mim, gravar é mais sobre concentração do que imersão, então eu foco naquilo que preciso focar, "Colocar força nessa carta, relaxe nessa palavra," e na superfície, eu focava naquilo que precisava apontar rapidamente. Senti que eu estava fazendo flexões e batendo palmas 3 vezes. Eu estava tentando bater palmas e caía repetidamente, então acho que acabei acertando três vezes porque meu físico melhorou.



P: O que você queria enfatizar na coreografia? Você mencionou que seu objetivo esse ano é progredir nos aspectos visuais da sua música, como gestos, expressões faciais e presença de palco.

TH: Eu queria enfatizar que somos um time que podem confiar e ouvir e assistir., mesmo em música visível. Sempre que eu recebia um retorno sobre a apresentação, do tipo, "Acho que seria bom se você colocasse sua expressão assim," eu iria dizer, "Eu devo prestar mais atenção na performance ao vivo nessa parte." Estava sempre obcecado e muito focado na forma que estava sendo ouvido, mas a partir do "The Chaos Chapter," acho que minha performance e retornos foram melhorando graças à tudo que coloquei ali. Eu pensava que, agora que tenho confiança o suficiente no canto, tenho que fazer minhas performances visuais se destacarem mais se quiser fazer mais pessoas gostarem. Vou tentar e me concentrar em fazer shows legais, colocando os elementos visuais que eram de menor prioridade no primeiro plano.


P: 'Opening Sequence' deve ter sido uma grande desafio importante para você, vendo que haviam elementos de dança clássica nela, que é um estilo diferente para você.

TH: O diretor de performance explicou bastante sobre as partes emocionais da dança, mas eu estava na verdade sempre focado menos no aspecto emocional e mais na precisão dos movimentos e partes detalhadas onde todos precisávamos estar em sincronia. Mas agora estou tentando não ficar muito obcecado pelos movimentos e apenas me concentrar no lado emocional dizendo a mim mesmo que acabei de sofrer um término e estou muito triste. Foi difícil. A música é lenta mas nunca nos movimentos devagar, e eu tinha que prestar atenção na dança inteira sem perder o fio do aspecto emocional, então parecia aquela coisa onde você tem que desenhar um triângulo com sua mão esquerda e um quadrado com a mão direita.

P: E houve até uma parte onde você dança sozinho. (risos) TH: Eles estavam todos deitados, exceto eu. (risos) Era muita pressão. Eu percebi que todos os olhos estavam em mim, sozinho, então eu tive que botar pra quebrar, e de repente, estava me lembrando do Jimin do BTS. De todos os performers que eu conheço, acho que ele é o ápice quando se trata de estilo clássico de dança. O que Jimin faria? Se ele tivesse que fazer essa coreografia, como ele moveria sua cabeça para esta parte? Eu ensaiei pintando uma imagem disso na minha cabeça. O diretor de performance me disse que se eu consigo dominar essa coreografia, então minhas habilidades de dança serão fogos de artifício, e por esse motivo continuo praticando.



P: Falando em expressão emoção, não foi difícil tentar capturar a dor de um término emocionante que colore o álbum enquanto escrevia letras para três das músicas?

TH: Foi por isso que eu perguntei ao meu amigo do ensino fundamental que havia terminado recentemente como ele se sentiu. (risos) Eu sei que não é legal (risos) mas eu cheguei nele e disse, "Ei, eu preciso te perguntar uma coisa para um trabalho que estou fazendo," mas na verdade acabou que dei a ele conselhos. Acho que o que realmente ajudou foi pesquisar termos que são muito usados em filmes e no teatro, tipo "cliché" e "prenúncio." O que quero dizer é, esse é tipo de assunto e conceito que você provavelmente irá escutar em nossas músicas. Então eu peguei inspiração disso quando estava escrevendo, e surpreendentemente, eles escolheram aquela parte de 'Opening Sequence' onde eu danço sozinho. A parte de 'Trust Fund Baby' que vem à mente é, "그들의 삶 속엔 없는 game over (Uma vida sem finais de jogo)." Para algumas pessoas, game over realmente significa o fim, mas os "bebês do berço de ouro" sempre podem pagar para jogar e prosseguir, então são livres mesmo dentro de jogos. Foi nisso que eu pensei, então tentei expressar esse pensamento na letra.


P: Qual foi sua abordagem para 'Thursday's Child Has Far to Go,' a música unit e a última faixa do álbum?

TH: Conforme eu escrevia a melodia e a letra, e quando gravamos, também, eu pensei sobre como já haviam tantas músicas tristes antes, então ela deveria ser o mais animada possível. Eu queria dar algum contraste nesse sentido. Eu queria fazer os vocais tão borbulhantes quanto uma garrafa de Sprite. Eu adicionei alguma variação referenciando algumas melodias que deixei de lado, e tentei escrever de uma forma que poderiam ser partes que cada um de nós poderia cantar bem. Eu estava bem animado porque a equipe de A&R e produtor disseram que o refrão e o verso eram bons. Mas então apenas meu pré-refrão entrou. (risos) Como de costume, nós nunca podemos predizer o que irá acontecer. (risos)


P: Você não se sente um pouco pra baixo quando isso acontece?

TH: Eu costumava ficar bem triste se minhas letras ou melodias não entravam. Agora eu sei que haverão muitas oportunidades no futuro, e eu acho que agora sei como acreditar em mim mesmo enquanto ainda reconheço que as partes que foram selecionadas foram selecionadas porque outra pessoa fez um trabalho melhor. Na verdade eles usaram mais coisas minhas dessa vez do que eu esperava, então percebi que posso apenas continuar fazendo o que tenho feito o tempo todo. Agora estou bem contanto que eu melhore cada vez mais.



P: Posso dizer que você é apaixonado pelo caminho que escolheu. Acho que sua paixão é menos uma faísca rápida e mais uma faísca firme/constante.

TH: Acho que você acertou na mosca. Geralmente quando as pessoas falam de paixão, elas descrevem como uma chama queimando, mas qualquer um que realmente se esforça sabe a verdade: é uma luta fria e solitária para seguir se esculpindo. Quanto mais você faz, mais insensível às emoções passageiras você fica, e seus esforços gradualmente se tornam um talento. Como se você se tornasse bom em qualquer coisa que pusesse esforço. De certas formas é uma questão de perseverança, e agora o processo em si de alcançar proficiência através da repetição se tornou um tipo de memória muscular para mim.

P: Quanto mais absorto você fica no seu trabalho, mais você precisa de formas de apoio.

TH: Acho que o que me motiva é me lembrar o tempo todo que estou trabalhando muito por isso, então não tenho tempo para sentir cansaço. E de qualquer forma, eu tenho os outros quatro membros e os MOAs que me amam e me apoiam, e sempre me lembro que entrar na música foi como puxar uma espada, e agora que eu a tenho, devo usá-la. Responsabilidade para com o grupo, responsabilidade por retribuir às pessoas que me amam, minhas próprias aspirações pessoais, essa linha de trabalho que eu gosto tanto — essas são as coisas que me fazem continuar.


P: Como você se sente agora que o grupo está se desenvolvendo e estão no quarto ano juntos?

TH: Para mim, parece que o copo está com muita água, e falta apenas um pouquinho para completar. Se não houvesse nenhuma chance para isso, eu não teria nenhuma expectativa, mas está um pouco claro para mim quanta sinergia nosso grupo tem e o quão bem nós trabalhamos juntos. Mesmo agora, posso sentir como nosso trabalho em equipe continua a melhorar quando estamos ensaiando a coreografia ou fora fazendo eventos. A química entre nós quando estamos fazendo aulas de dança é ótima, também, e somos rápidos em compartilhar feedbacks com o outro, e acho que até aprendemos a resolver problemas e manter bem leve, e sinto que cada um de nós encontrou sua própria forma de se comunicar. Acho que agora estamos quase no ponto onde podemos ser claramente consistentes em nosso trabalho em equipe para continuar melhorando sem nenhum problema. Eu sinto que estamos no limite, então acho que nosso trabalho agora é encontrar aquela ruptura.


P: Há uma atitude racional mas também afetiva com relação ao membros. Eu me lembro de você tirar uma foto de todos os sapatos dentro da porta após todos os membros terminarem a quarentena e voltarem pra casa, e você postou no Weverse.

TH: Parecia um lembrete para não nos tornarmos complacentes e dar certo com o que prezamos. Geralmente são uma fileira de quatro pares de sapatos sempre que eu chegava em casa no final do dia, mas não importava o quão tarde eu voltava pra casa, não haviam outros sapatos. Era estranho. Então me pareceu tão fofo que assim que vi — essa coisa que costumava ser tão comum mas que não via há um tempo — e tirei uma foto.


P: As pessoas ficaram bem interessadas na diferença entre você e Beomgyu por causa de seus "T" e "F" nos seus tipos de personalidades (MBTI). Como essa diferença realmente entra em jogo na dinâmica do grupo?

TH: Beomgyu é um "Sentimental" (Feeler) extremo e eu sou um "Pensador" (Thinker) extremo, então somos muito diferentes, mas eu sinto que meu trabalho é bem mais fácil ultimamente graças a ele porque ele é ótimo em todas as coisas que não consigo fazer, tipo, ele consegue falar e todos não irão achá-lo chato ou ele é ótimo em programas de variedade. E quando estamos ensaiando, quando alguém diz, "Vamos tentar mais uma vez," eu digo silenciosamente "Okay," mas ele consegue animar a moral do grupo e criar uma boa atmosfera. Ultimamente eu tenho pensado muito em como não consigo viver sem ele.


P: Mas eu ouvi dizer que você está sempre irritando os outros. (risos) Para onde foi aquele Taehyun trainee, novinho, com cara de bebê?

TH: Eu mal irrito. Posso dizer algo pequeno quando estamos no palco ou ensaiando ou em casa (risos), mas é porque estou interessado. Eu nem começaria a chamar aquilo de incomodar. (risos) Eu já disse a eles tudo o que queria dizer, pra ser honesto. E não acho que minha personalidade mudou muito. Como você disse, eu era tão jovem, então acho que eles me viam como um bebê. Mas posso dizer que eles ainda me adoram. Sinto como se eu fosse ser pra sempre visto como um menininho para eles porque, não importa o quanto eu cresça, ainda sou mais novo que eles. (risos)

P: Os fãs te veem como o "Director Kang" mas ainda te acham fofo. Como você gostaria que seus fãs te vissem?

TH: Eu sempre serei eu, não importa o que aconteça, mas ainda sinto que quero mostrar minhas partes perfeitas. Eu posso parecer excessivamente, frio e controlado, mas não estou restrito a um conjunto de emoções. Eu quero dar aos meus fãs todo o calor que eu tenho dentro de mim. Então espero que o MOA possa sentir isso e me ver pela pessoa verdadeiramente calorosa que eu sou.








Entrevista original: Yejin Lee (Weverse Magazine)

TRAD KOR.ENG/P-BR: Abby (TXT BRAZIL)

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