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ENTREVISTA: Hueningkai para GQ Korea (set/21)

HK: "Eu ainda amo a nossa música de debut."

Hueningkai do TOMORROW X TOGETHER possui uma aparência límpida, brilhante e uma energia clara e saudável, e mais.




GQ: Hoje, eu descobri diversas expressões incomuns no Hueningkai.

HK: Foi novo pra mim, também. É o oposto do que vimos até agora.


GQ: Acho que uma nova atmosfera foi adicionada conforme passamos pelo seu segundo álbum de estúdio.

HK: Foi um momento em que eu estava totalmente imerso em minhas emoções. Acho que as emoções são a coisa mais importa quando estou cantando. A maioria das nossas músicas possuem histórias fortes, então estou prestando uma atenção especial para entregar nas letras.


GQ: O que você pensou quando teve acesso ao conceito da faixa título '0X1=LOVESONG (I Know I Love You)' feat. Seori? Deve ter sido a primeira vez que expressou um sentimento tão triste e profundo.

HK: Ao contrário, o assunto era bastante claro, então foi bom me jogar nele. Uma das referências que tivemos foi da série britânica "The End of the F***ing World". Ela fala sobre o personagem principal fugindo do mundo e procurando pelo amor verdadeiro. Eles possuíam um fluxo similar, então fui capaz de sentir empatia automaticamente.



GQ: Você gosta de histórias do gênero romance?

HK: Eu não entendia de verdade quando era mais novo. Eu me perguntava porque estavam chorando. Eu gostava mais de fantasia e ação do que romance.


GQ: E atualmente, você entende?

HK: Sim, é divertido. Eu me senti um pouco sentimental, era melhor do que eu imaginava.


GQ: Você pode recomendar um filme impressionante?

HK: Você já assistiu "Be Wih You"? Eu assisti ambas as versões, a original japonesa e o remake coreano, e ele permanece na minha mente. Eu também gostei de assistir o filme "My Tomorrow, Your Yesterday".


GQ: Isso é inesperado. Você gosta mais de rock.

HK: Está certo. Eu gosto muito de bandas musicais.


GQ: Você assistiu "Super Band 2" que foi ao ar estes dias?

HK: Eu só assisti a primeira temporada, mas deveria assistir essa também. Quando eu era DJ na rádio da EBS, LUCY apareceu como convidado. Eles cantam muito bem.



GQ: Hueningkai também começou como um vocalista, certo? Ouvi que você era vocalista de uma banda que você criou no ensino fundamental.

HK: Eu tinha um amigo que tocava violão muito bem. Um dia, tive a ideia de formar uma banda comigo e cinco de nós. Na verdade, eu achei que iria tocar bateria.


GQ: Qual era o nome da banda?

HK: Banda "Yongmoon Middle School". É o nome da nossa escola. Parando pra pensar sobre isso, não criei um nome especial para a banda.


GQ: De qualquer foma, acho que você aprendeu bastante enquanto se apresentava com seus amigos.

HK: Está certo. Comunicação é muito importante numa banda. Nós precisamos estar em sintonia. Uma vez, estávamos ensaiando uma música e de repente eu mudei ela no meio. Eu estava tipo 'Nós podemos fazer isso!', e encorajando e focando juntos, pudemos digerir em apenas alguns dias.


GQ: Deve ter sido uma experiência que se tornou o pilar das atividades do grupo agora.

HK: Naquela época, eu aprendi claramente o conceito de trabalho em equipe. Mesmo se não estivermos sincronizados durante o ensaio, uma vez que começamos a acertar, o progresso seguirá. Eu sinto que estou crescendo cada vez mais conforme trabalho em equipe. De certa forma, essa é a força de um time. Os membros compartilham seus pensamentos, e sei que compartilhar pensamentos os tornam mais atenciosos. Nós crescemos pouco a pouco conforme pensamos e confiamos uns nos outros. Há momentos em que você não conhece suas próprias falhas.


GQ: Me pergunto que tipo de imagem o Hueningkai não conhece sobre si mesmo.

HK: Eu não sabia que era tão fofo. Hehe. Estou brincando. Na verdade, eu não conseguia falar/expressar meus sentimentos. Ainda é difícil, então estou pensando seriamente em como expressar meus sentimentos. Mas acho que consigo falar até certo ponto, agora. Eu também tento me livrar dos pensamentos negativos e pensar de forma positiva o máximo que eu puder.


GQ: No time, você faz o papel do energizador, mas parece que você mais dá energia do que a recebe. Se lembra quando escreveu em seu lema, "Não vamos nos afetar emocionalmente (pelo que os outros pensam)"?

HK: Quando foi? Eu disse isso. Eu sou o tipo de pessoa que pensa e engole sozinha. É claro, isso pode ser um veneno, mas eu não sou do tipo que guarda. Não acho que sequer explodiria.


GQ: Maduro. Para ser sincero, 20 anos é uma boa idade para ser honesto.

HK: Acho que é um caminho que me serve bem. Eu tinha altos e baixos emocionais o bastante para dizer que você podia ver tudo só de olhar para o meu rosto, mas eu mudei bastante desde a minha estreia. Os membros também ficaram um pouco surpresos.


GQ: Você parece ter passado por uma puberdade turbulenta.

HK: Foi uma adolescência bem interessante. Há algumas vezes quando sinto fala de casa quando vivo no dormitório. Eu era bastante teimoso com os membros, e estava confuso. Eu era muito novo. Os membros me ajudaram bastante. Naquela época, a puberdade parecia ter chego há um tempo, e desde então, fluiu naturalmente.


GQ: Isso me lembra a música de debut. Em '어느날 머리에서 뿔이 자랐다 (CROWN)', a palavra "chifre" significa dores do crescimento. Quais os traços desse chifre agora?

HK: É uma memória preciosa. Acho que as dores de crescimento pelas quais eu passei antes da minha estreia também foram um trampolim. Acho que é necessário (passar por elas) pelo menos uma vez. Graças a elas, fui capaz de seguir adiante e crescer. Estou tão orgulhoso que ela seja nossa música de debut. Deve haver um motivo pelo qual tinha de ser essa música.



GQ: As músicas que o TOMORROW X OGETHER lançou até agora possuem diversas letras que te fazem sentir empatia na linguagem do dia a dia, então aprece que você está abrindo seu próprio diário. Qual música mais ressoa com você?

HK: Eu ainda amo nossa música de debut. Eu estava imerso ouvindo ela desde o começo. A melodia é refrescante, mas se você olhar a letra, há muitos mais aspectos tristes do que aparenta. Iríamos deixar esse sentimento quando fizeram a coregrafia, mas no final foi modificado. No começo da música, eu lembro de ensaiar com uma expressão triste.


GQ: Não podemos esquecer sua primeira música produzida 'Dear Sputnik'. Suponho que sua mentalidade sobre composição também mudou, o que você acha? HK: Eu tenho muito orgulho dessa música porque ela tem a imagem que eu tinha na cabeça. Estou planejando escrever diversos outro gêneros no futuro. Uma música com uma sensação mais calma seria legal.


GQ: Há diversos instrumentos que você consegue tocar, certo? Até algo chamado 'Huzart.'

HK: Na verdade, minhas habilidades vem e vão... Mas ainda acho que seria um desperdício jogar fora uma especialidade, como um instrumento musical. Ainda pratico piano, e meu pai me ensinou a tocar violão. Eu aprendi muito musicalmente do meu pai. O cenário da minha infância na China é claro. Meu pai trazia alegria às pessoas através da música enquanto tocava, ele era legal e respeitável. Me lembro também das músicas calmas que ele cantava no violão perto de mim quando eu ia dormir, como uma canção de ninar.


GQ: Foi natural pra você se apaixonar pela música.

HK: Está certo. Acho que essa lembrança é a que teve maior impacto. E não sei quando era criança, mas meu pai disse que ele era muito bonito.


GQ: Eu ouvi que além da música, seu trabalho dos sonhos era ser jornalista. Se você estivesse entrevistando o Hueningkai, o que gostaria de perguntar primeiro? HK: "Você atingiu seu objetivo?" perguntaria sobre um objetivo final, e não um objetivo pequeno.


GQ: Qual o seu objetivo final?

HK: Há muitas coisas misturadas, mas eu quero tentar tocar as emoções das pessoas apropriadamente através das músicas.


GQ: Estava curioso sobre a resposta dessa pergunta.

HK: É difícil. Eu acho que a resposta seria, "Ainda está em progresso." Acho que ainda há um longo caminho a percorrer.


GQ: Mesmo agora, acho que você possui vocais fortes o bastante, mas em que lugar você se sente triste/desapontado?

HK: O que eu posso dizer? Se é um gênero de rock, eu consigo cantar bem e com concentração, mas acho que os gêneros que se afastam disso requerem mais ensaio. Há algumas vezes quando sinto que não alcancei completamente a linha emocional mesmo quando penso que estou cantando certo.


GQ: Acredito que tenha uma música que foi difícil de imergir.

HK: Tem uma música que parecia como um dedo dolorido. A atmosfera e o tema de '세계가 불타버린 밤, 우린… (Can`t You See Me?)' eram difíceis de entrar. Naquela época, eu não sabia como criar uma expressão. Agora, se eu tivesse que fazer novamente, acho que conseguiria fazer bem.


GQ: Esta é uma preocupação saudável. Você tentou novos métodos criativos recentemente?

HK: Sim, eu cantei forte e áspero enquanto arranhava minhas cordas vocais. Para soar mais comovente. É uma tentativa nova, mas quando que foi um sucesso. Foi muito divertido enquanto cantei. Ultimamente, tenho pensado sobre como posso fazer minha voz ser mais imersa na música. Conforme eu continuava cantando, minha garganta ficava cansada, então estou buscando uma forma de cantar mais confortável para que então eu não use muita força.


GQ: Se eu perguntar a mesma coisa, "Você alcançou o objetivo que queria alcançar?" daqui 5 anos, Hueningkai terá alcançado o objetivo que ele quer?

HK: Se eu puder, gostaria de responder, "Estou quase lá."





 



Entrevista original: GQ Korea

TRAD KOR-PT/BR: Abby (TXT Brazil)

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